segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

AS CRIANÇAS DO MEU TEMPO

Nasceste antes de 1986?
-Então lê isto...

-Se não...
-lê na mesma....
-Esta merece!!!!!
UM POUCO DE REFLEXÃO:
-Deliciem-se...
-Nascidos antes de 1986.
-De acordo com os reguladores e burocratas de hoje, todos nós que nascemos antes dos anos 60, 70 e princípios de 80, não devíamos ter sobrevivido até hoje, porque as nossas caminhas de bebé eram pintadas com cores bonitas, em tinta à base de chumbo que nós muitas vezes lambíamos e mordíamos.
-Não tínhamos frascos de medicamentos com tampas 'à prova de crianças', ou fechos nos armários e podíamos brincar com as panelas.
-Quando andávamos de bicicleta, não usávamos capacetes.
-Quando éramos pequenos viajávamos em carros sem cintos e airbags, viajar á frente era um bónus.
-Bebíamos água dos poços e da mangueira do jardim e não da garrafa e sabia bem.
-Comíamos batatas fritas, pão com manteiga e bebíamos gasosa com açúcar, mas nunca engordávamos porque estávamos sempre a brincar lá fora.
-Partilhávamos garrafas e copos com os amigos e nunca morremos disso.
-Passávamos horas a fazer carrinhos de rolamentos e depois andávamos a grande velocidade pelo monte abaixo, para só depois nos lembrarmos que esquecemos de montar uns travões.
-Depois de acabarmos num silvado aprendíamos.
Saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo, desde que estivéssemos em casa antes de escurecer.
-Estávamos incontactáveis e ninguém se importava com isso.
-Não tínhamos Play Station, X Box.
-Nada de 40 canais de televisão, filmes de vídeo, home cinema, telemóveis, computadores, DVD, Chat na Internet.
-Tínhamos amigos .
- Se os quiséssemos encontrar íamos á rua.
-Jogávamos ao elástico e à barra e a bola até doía!
-Caíamos das árvores, cortávamo-nos, e até partíamos ossos mas sempre sem processos em tribunal.
-Havia lutas com punhos mas sem sermos processados.
-Batíamos ás portas de vizinhos e fugíamos e tínhamos mesmo medo de sermos apanhados.
-Íamos a pé para casa dos amigos.
-Acreditem ou íamos a pé para a escola;
-Não esperávamos que a mamã ou o papá nos levassem.
-Criávamos jogos com paus e bolas.
-Se infringíssemos a lei era impensável os nossos pais nos safarem.
-Eles estavam do lado da lei.
-Esta geração produziu os melhores inventores e desenrascados de sempre.
-Os últimos 50 anos têm sido uma explosão de inovação e ideias novas.
-Tínhamos liberdade, fracasso, sucesso e responsabilidade e aprendemos a lidar com tudo.
-És um deles?
-Parabéns!
-Passa esta mensagem a outros que tiveram a sorte de crescer como verdadeiras crianças, antes dos advogados e governos regularem as nossas vidas.
'Para nosso bem' .
-Para todos os outros que não têm a idade suficiente , pensei que gostassem de ler acerca de nós.
-Isto, meus amigos é surpreendentemente medonho...
-E talvez ponha um sorriso nos vossos lábios.
-A maioria dos estudantes que estão hoje nas universidades nasceu em 1986, ou depois. Chamam-se jovens.
-Nunca ouviram 'we are the world' e uptown girl conhecem de westlife e não de Billy Joel.
-Nunca ouviram falar de Rick Astley, Banarama ou Belinda Carlisle, entre muitos outros.
-Para eles sempre houve uma só Alemanha e um só Vietname.
-A SIDA sempre existiu.
-Os CD's sempre existiram.
-O Michael Jackson sempre foi branco.
-Para eles o John Travolta sempre foi redondo e não conseguem imaginar que aquele gordo tivesse sido um deus da dança.
-Acreditam que Missão impossível e Anjos de Charlie, são filmes do ano passado.
-Não conseguem imaginar a vida sem computadores.
-Não acreditam que houve televisão a preto e branco.
-Agora vamos ver se estamos a ficar velhos:
-1. Entendes o que está escrito acima e sorris.
-2. Precisas de dormir mais depois de uma noitada.
-3. Os teus amigos estão casados ou a casar.
-4. Surpreende-te ver crianças tão á vontade com computadores.
-5. Abanas a cabeça ao ver adolescentes com telemóveis.
-6. Lembras-te da Gabriela (a primeira vez).
-7. Encontras amigos e falas dos bons velhos tempos.

-SIM ESTÁS A FICAR VELHO heheheh .
-Mas tivemos uma infância do caraças.
-E fomos muito felizes


sexta-feira, 24 de Julho de 2009

NÃO PODIA SER MAIS VERDADE !!!

Leiam este testo escrito por um Professor de filosofia que escreve semanalmente para o jornal O Torrejano " ´TORRES NOVAS".
-Bem haja a quem não tem medo de ver e muito menos de dizer a verdade.
-Tudo o que ele diz, é tristemente verdadeiro.
-O atestado médico por José Ricardo Costa
-Imagine o meu caro que é professor, que é dia de exame do 12º ano e vai ter de fazer uma vigilância. Continue a imaginar.
-O despertador avariou durante a noite.
-Ou fica preso no elevador.
-Ou o seu filho, já à porta do infantário, vomitou o quente, pastoso, húmido e fétido pequeno-almoço em cima da sua imaculada camisa.
-Teve, portanto, de faltar à vigilância.
-Tem falta.
-Ora esta coisa de um professor ficar com faltas injustificadas é complicada, por isso convém justificá-la.
-A questão agora é: como justificá-la?
-Passemos então à parte divertida.
-A única justificação para o facto de ficar preso no elevador, do despertador avariar ou de não poder ir para uma sala do exame com a camisa vomitada, ababalhada e malcheirosa, é um atestado médico.
-Qualquer pessoa com um pouco de bom senso percebe que quem precisa aqui do atestado médico será o despertador ou o elevador.
-Mas não.
-Só uma doença poderá justificar sua ausência na sala do exame.
-Vai ao médico. E, a partir deste momento, a situação deixa de ser divertida para passar a ser hilariante.
-Chega-se ao médico com o ar mais saudável deste mundo.
-Enfim, com o sorriso de Jorge Gabriel misturado com o ar rosado do Gabriel Alves e a felicidade do padre Melícias.
-A partir deste momento mágico, gera-se um fenómeno que só pode ser explicado através de noções básicas da psicopatologia da vida quotidiana.
-Os mesmos que explicam uma hipnose colectiva em Felgueiras,( A minha terra) o holocausto nazi ou o sucesso da TVI.
-O professor sabe que não está doente.
-O médico sabe que ele não está doente.
-O presidente do executivo sabe que ele não está doente.
-O director regional sabe que ele não está doente.
-O Ministério da Educação sabe que ele não está doente.
-O próprio legislador, que manda a um professor que fica preso no elevador apresentar um atestado médico, também sabe que o professor não está doente.
-Ora, num país em que isto acontece, para além do despertador que não toca, do elevador parado e da camisa vomitada, é o próprio país que está doente.
-Um país assim, onde a mentira é legislada, só pode mesmo ser um país doente.
-Vamos lá ver, a mentira em si não é patológica.
-Até pode ser racional, útil e eficaz em certas ocasiões.
-O que já será patológico é o desejo que temos de sermos enganados ou a capacidade para fingirmos que a mentira é verdade.
-Lá nesse aspecto somos um bom exemplo do que dizia Goebbels: uma mentira várias vezes repetida transforma-se numa verdade.
-Já Aristóteles percebia uma coisa muito engraçada: quando vamos ao teatro, vamos com o desejo e uma predisposição para sermos enganados.
-Mas isso é normal. Sabemos bem, depois de termos chorado baba e ranho a ver o 'ET', que este é um boneco e que temos de poupar a baba e o ranho para outras ocasiões.
-O problema é que em Portugal a ficção se confunde com a realidade.
-Portugal é ele próprio uma produção fictícia, provavelmente mesmo desde D.Afonso Henriques, que Deus me perdoe.
-A começar pela política.
-Os nossos políticos são descaradamente mentirosos.
-Só que ninguém leva a mal porque já estamos habituados.
-Aliás, em Portugal é-se penalizado por falar verdade, mesmo que seja por boas razões, o que significa que em Portugal não há boas razões para falar verdade.
-Se eu, num ambiente formal, disser a uma pessoa que tem uma nódoa na camisa, ela irá levar a mal. Fica ofendida se eu digo isso é para a ajudar, para que possa disfarçar a nódoa e não fazer má figura.
-Mas ela fica zangada comigo só porque eu vi a nódoa, sabe que eu sei que tem a nódoa e porque assumi perante ela que sei que tem a nódoa e que sei que ela sabe que eu sei.
-Nós, portugueses, adoramos viver enganados, iludidos e achamos normal que assim seja.
-Por exemplo, lemos revistas sociais e ficamos derretidos (não falo do cérebro, mas de um plano emocional) ao vermos casais felicíssimos e com vidas de sonho.
-Pronto, sabemos que aquilo é tudo mentira, que muitos deles divorciam-se ao fim de três meses e que outros vivem um alcoolismo disfarçado.
-Mas adoramos fingir que aquilo é tudo verdade.
-Somos pobres, mas vivemos como os alemães e os franceses.
-Somos ignorantes e culturalmente miseráveis, mas somos doutores e engenheiros.
-Fazemos malabarismos e contorcionismos financeiros, mas vamos passar férias a Fortaleza. -
-Fazemos estádios caríssimos para dois ou três jogos em 15 dias, temos auto-estradas modernas e europeias, mas para ver passar, a seu lado, entulho, lixo, mato por limpar, eucaliptos, floresta queimada, barracões com chapas de zinco, casas horríveis e fábricas desactivadas. Portugal mente compulsivamente. Mente perante si próprio e mente perante o mundo.
-Claro que não é um professor que falta à vigilância de um exame por ficar preso no elevador que precisa de um atestado médico.
-É Portugal que precisa, antes que comece a vomitar sobre si próprio. -----------------------------------------

domingo, 5 de Julho de 2009

SERÁ QUE A VELHICE EXISTE ??







>Alguns de nós envelhecemos, de vez., porque não amadurecemos.
>Envelhecemos quando nos fechamos a novas ideias e nos tornamos radicais.
>Envelhecemos quando o novo nos assusta.
>Envelhecemos também quando pensamos demasiado em nós mesmos e nos esquecemos dos demais.
>Envelhecemos se deixamos de lutar.
>Todos nós estamos matriculados na escola da vida, onde o Mestre é o tempo.
>A vida só pode ser compreendida se olharmos para trás.
>Mas só pode ser vivida se olharmos para a frente.
>Na juventude aprendemos:
>Com a idade compreendemos…
>Os homens são como os vinhos:
>A idade estraga os ruins, mas aprimora os bons.
>Envelhecer não é preocupante.
>Ser visto como um velho sim que é.
>Envelhecer com sabedoria não é envelhecer.
>Nos olhos do jovem arde a chama., nos dos velhos brilha a luz.
>Sendo assim, não existe idade, somos nós que a criamos.
>Se não crês na idade, não envelhecerás até ao dia da tua morte.
>Pessoalmente, eu não tenho idade: Tenho vida!
>Não deixes que a tristeza do passado e o medo do futuro te estraguem a alegria do presente.
>A vida não é curta; São as pessoas que permanecem mortas tempo demasiado.
>Faça da passagem do tempo uma conquista, e não uma perda.
A:Desconhecido

quarta-feira, 17 de Junho de 2009

VOLUNTARIADO

SER VOLUNTÁRIO ! ! !.

É um dom da natureza
É servir e ser amigo
Ajudando e tendo a certeza
Que é a maior riqueza
Em ajudar e estar contigo

Ser Voluntário é devoção
É ter algo para dar
É abrir o coração
Estender e dar a Mão
Estar presente e ajudar

É dar um pouco do seu talento
Distribuindo o seu Amor
É dar carinho e alento
Aliviando o sofrimento
Ajudando com fervor

O Voluntário é alguém
Que tem carinho para dar
É um ser que faz o bem
Dando algo do que tem
A quem dele precisar

Não escolhe nem despreza
Alguém que possa servir
Ele mostra sua nobreza
Servindo com delicadeza
Sempre Nobre e a sorrir

A sua maior paixão
É esta causa tão nobre
Está sempre à disposição
Ajudando com dedicação
Seja o rico ou seja o pobre

M. Franganito
Junho/2009

..........................................................................................................................................................
EU CONTINUO VOLUNTÁRIO

-Ser voluntário faz parta da minha vida desde há longos anos. Como todos sabem fiz parte do Corpo dos Bombeiros Voluntários de Grândola desde 1977 até final de 2003 altura em que passei ao quadro de Honra e me reformei, mas continua a ser para mim uma paixão quase inexplicável para as pessoas que não sente esta necessidade de se sentirem úteis, de darem um pouco do seu tempo, do seu carinho da sua amizade em prol daqueles que por infelicidade ou por doença se vêem isolados desta Sociedade em que vivemos e que deveria dar-lhe o apoio a que tem direito.
-Mas infelizmente tal não acontece.
É quando mais precisa de apoio que se vê votado ao abandono, e por isso
necessita de toda a nossa ajuda, de um pouco do nosso carinho e amizade.
-Quem não entra nesta experiencia nem sabe, e nem pensa o quanto é gratificante receber destas pessoas um simples sorriso, e ver um pouco de brilho no seu olhar, o que nos traz uma enorme felicidade e uma grande paz de espírito por podermos minimizar o sofrimento deste Seres, sem que nada nos peçam ou que nos dêem algo em troca.

Como continuo a ser voluntário faço parte do grupo de voluntariado do Centro de Saude de Grândola, extenção de saude de Grândola
-Por tudo isto meus amigos, eu continuo a ser VOLUNÀRIO.
-Junta-te a noz Voluntários.

Manuel Franganito
Junho/2009

segunda-feira, 15 de Junho de 2009

MILAGRES:

-Milagre para mim, é ver a chuva molhar os campos e reacender aquele cheiro bom de terra molhada, cheiro de banho da natureza, que faz brotar sementes e até sonhos...
-Milagre é olhar o céu e ver aquele montão de estrelas, ali, juntinhas sem competir, sem se esbarrar e sem nenhuma empatar o brilho da outra...
-Milagre é a diversidade de flores que Deus planta por todo o lugar, só para colorir o caminho da gente assim como quem não quer nada, mas querendo-nos ver felizes...
-Milagre para mim é esse mundo sem fronteira, sem eira. Sem ter um canto para o vento fazer a curva.
-Sem ter começo delimitado e nem fim...
-Milagre é a inocência das crianças que falam na cara da gente o que pensam. O pequeno Buda de 6 anos falou que Deus é bom porque faz nuvens com forma de bichinhos fofos...
-Milagre é acordar de manhã, abrir a janela e ver o amanhecer lindo que Deus coloriu, cada dia de seu jeito, faz tudo com capricho e carinho:
-Ah, acordar já é um milagre, e dos maiores...
-Milagre é quando alguem que amamos, sem querer, despedaça o nosso coração em milhões de pedaços, e a gente pensa que vai morrer.
-Ai aparece alguem com uma cola mágica e concerta.
-Milagre é quando vejo uma pessoa ajudando as vitimas da fome, do frio, do sem abrigo e do desamor, tem gente que chama isso de solidariedade, eu chamo de milagre...
-Milagre, é essa tal de internete que faz a minha mensagem chegar até você que às vezes não conheço o rosto, o nome, e nem sei dos sonhos.
-Agora se te fiz feliz, ganhei o dia e o aval de Deus ! !

terça-feira, 26 de Maio de 2009

O ALENTEJO:

-A palavra mágica que começa no Alem e termina no Tejo, o rio da Portugalidade. O rio que divide e une Portugal que à semelhança do Homem Potuguês, fugiu de Espanha à procura do mar.
-O Alentejo molda o carácter de um Homem. A solidão e a quietude da planície dão-lhe a espiritualidade, a tranquilidade e a paciência do monge; as amplitudes térmicas e a agressividade da charneca dão-lhe a resistência física, a rusticidade, a coragem e o temperamento do guerreiro..
-Não é alentejano quem quer.
-Ser alentejano não é um dote, é um dom.
-Não se nasce alentejano, é-se alentejano.
-Portugal nasceu no norte mas foi no Alentejo que se fez homem, Guimarães é o berço da -Nacionalidade, Évora é o berço do Império Português.
-Não foi por acaso que D. João II se teve que refugiar em Évora para descobrir a Índia. No meio das montanhas e das Serras um homem tem as vistas curtas; Só no coração do Alentejo, um homem consegue ver mais longe.
-Mas foi preciso Bartolomeu Dias regressar ao reino depois de dobrar o cabo das tormentas, sem conseguir chegar à Índia para D. João II perceber que só o costado de um alentejano conseguia suportar com o peso de um empreendimento daquele vulto.
-Aquilo que para um homem comum fica muito longe para um alentejano fica já ali.
-Para um alentejano não há longe, nem distância porque só um alentejano percebe intuitamente que a vida não é uma corrida de velocidade, mas uma corrida de resistência onde a tartaruga leva sempre a melhor sobre a lebre.
-Foi, por esta razão, que D. Manuel decidiu entregar a chefia da armada decisiva a Vasco da Gama.
-Mais de dois anos no mar... E, quando regressou, ao perguntar-lhe se a Índia era longe, Vasco da -Gama respondeu:
-«Não, é já ali».
-O fim do mundo, afinal, ficava ao virar da esquina.
-Para um alentejano, o caminho faz-se caminhando e só é longe o sítio onde não se chega sem parar.
-E Vasco da Gama limitou-se a continuar a andar onde Bartolomeu Dias tinha parado.
-Como bom alentejano que me prezo de ser, deixei o melhor para o fim.
-O Alentejo, como todos sabemos é o único sítio do mundo onde não é castigo uma pessoa ficar a pão e água.
-Água é aquilo porque qualquer alentejano anseia.
-E o pão... Mas há melhor iguaria do que o pão alentejano?
- O pão alentejano come-se com tudo e com nada.
-É aperitivo, refeição e sobremesa.
-E é o único pão do mundo que não tem pressa de ser comido. É tão bom no primeiro dia como no dia seguinte ou no fim da Semana.
-Só quem come o pão alentejano está habilitado para entender o mistério da fé.
-Comê-lo faz-nos subir ao Céu!
-É por tudo isto que, sempre que passeio pela charneca numa noite quente de verão ou sinto no rosto o frio cortante das manhãs de Inverno, dou graças Deus por ser Alentejo.
-Que maior bênção poderia um homem almejar?
-Texto de:
C. Barreto.

quinta-feira, 2 de Abril de 2009

UMA CARTA DE AMOR

Numa noite qualquer, num Hospital qualquer.
Célia, que aguardava ansiosa, notícias do seu Filho Joel, pulou na cadeira quando viu o cirurgião chegar, e perguntou:
“Como está o meu filho?

"Ele vai ficar bem?”
"Sinto muito, fizemos tudo o que estava ao nosso alcance, mas não pudemos evitar.”
Célia então falou:”

"Porque as crianças têm câncer?
"Será que Deus não se preocupa com elas?
" Onde estava Deus quando o meu filho precisou dele?”
"O cirurgião disse:

“ A enfermeira sairá para lhe deixar uns minutos com o corpo do seu filho antes de o levarem para a Universidade.”
" Mas Célia preferiu que a enfermeira a acompanhasse enquanto se despedia do seu filho querido. Acariciou a sua cabeça e, então, a enfermeira perguntou se ela queria guardar alguns fios do seu cabelo.

"Célia aceitou.
"A enfermeira cortou uma madeixa, colocou numa bolsinha de plástico e entregou a Célia.
"Aí Célia explicou à enfermeira:
“ Foi ideia de Joel doar o seu corpo à Universidade para ser estudado. Disse que poderia ser útil a alguém. Era o que ele desejava.
"Eu, a princípio, me neguei, mas ele me disse:
- Mamãe, eu não o usarei depois que morrer, e talvez ajude uma criança a desfrutar de mais um Dia ao lado de sua Mãe.
-Meu Joel tinha um coração de ouro, sempre pensava nos outros e desejava ajudá-los como pudesse.”
- Aí, então Célia saiu do Hospital Infantil pela última vez, depois de ter permanecido por lá nos últimos seis meses.

-Colocou a bolsa com os pertences de Joel no assento do carro, junto a ela.
- Foi difícil dirigir de volta a casa, e mais difícil ainda foi entrar na casa vazia. Levou a bolsa ao quarto de Joel e arrumou os carrinhos em miniatura e todas as demais coisas como ele gostava. Sentou-se na cama e chorou até dormir, abraçando o pequeno travesseiro dele.
-Acordou cerca da meia-noite.
-Junto a ela, havia uma folha de papel dobrada.
-Célia abriu e era uma carta que dizia:
QUERIDA MAMÃE,
- Sei que você deve sentir minha falta mas não pense que eu a esqueci ou que deixei de amá-la só porque não estou aí para lhe dizer que a AMO.

-Pensarei em você cada Dia Mamãe e cada Dia a amarei ainda mais.
-Algum dia voltaremos a nos ver.
-Se você quiser adoptar um menino para que não fique tão sozinha, ele poderá ficar no meu quarto e brincar com todas as minhas coisas. Se quizer uma menina, provavelmente ela não gostará das mesmas coisas que os meninos gostam.
-Portanto a senhora poderá doar as minhas coisas para outro menino.
-Não fique triste quando pensar em mim, estou num lugar grandioso. Meus avós vieram me receber quando cheguei.
-Mostraram-me um pouco daqui deste maravilhoso lugar, mas levarei muito tempo para ver tudo.
-Os Anjos são muito amigos e me encanta vê-los voar. Jesus não se parece com as imagens que vi dEle, mas soube que era Ele assim que o vi. Jesus me levou a ver Deus!!
-E, acredite, mamãe ! Sentei-me no colo dele e falei com ele como se eu fosse alguém importante. -Eu disse a Deus que queria lhe escrever uma carta, para me despedir e acalmá-la, mesmo sabendo que não era permitido.
-Deus me deu papel e a sua caneta pessoal para que eu pudesse escrever esta carta. Acho que se chama Gabriel o anjo que a deixará cair para você.
- Deus me disse para responder ao que você perguntou:
-“ Onde estava Ele quando eu precisei?”
- Deus disse:

-“ NO mesmo lugar de quando Jesus estava na cruz.
-Estava justo aí, como Deus sempre está com todos os seus filhos”.
- Esta noite estarei à mesa com Jesus para o jantar.

-Sei que a comida será fabulosa Ah! Quase me esqueci de dizer…
-Não sinto mais nenhuma dor, o câncer foi embora. Estou feliz porque eu já não conseguia mais suportar tanta dor e, como Deus não podia me ver sofrendo daquela maneira, enviou o Anjo da Misericórdia para me levar.
-O Anjo me disse que eu era uma entrega especial, foi como cheguei aqui

ASSINADO COM AMOR:

“DEUS, JESUS E EU:”

quinta-feira, 12 de Março de 2009

IMAGINEM:

IMAGINEM
-Que DEUS não permita que perca o ROMANTISMO, mesmo sabendo que as rosas não falam…
-Que eu não perca o OTIMISMO, mesmo sabendo que o futuro que nos espera pode não ser tão alegre…
-Que eu não perca a VONTADE DE VIVER, mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos dolorosa…
-Que eu não perca a vontade de TER GRANDES AMIGOS, mesmo sabendo que, com as voltas do mundo, eles acabam indo embora de nossas vidas…
-Que eu não perca a vontade de AJUDAR AS PESSOAS, mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver, reconhecer e retribuir, esta ajuda…
-Que eu não perca O EQUILÍBRIO, mesmo sabendo que inúmeras forças querem que eu caia…
-Que eu não perca AVONTADE DE AMAR, mesmo sabendo que a pessoa que mais amo pode não sentir o mesmo sentimento por mim…
-Que eu não perca A LUZ E BRILHO NO MEU OLHAR, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo escurecerão meus olhos…
-Que eu não perca a GARRA, mesmo sabendo que a derrota e a perda são dois adversários extremamente perigosos…
-Que eu não perca a RAZÃO mesmo sabendo que as tentações da vida inúmeras e deliciosas…
-Que eu não perca o SENTIMENTO DA JUSTIÇLA, mesmo sabendo que o prejudicado possa ser eu…
-Que eu não perca o meu FORTE ABRAÇO, mesmo sabendo que um dia meus braços estarão fracos…
-Que eu não perca A BELEZA E A ALEGRIA DE VIVER, mesmo sabendo que muitas lágrimas brotarão dos meus olhos e escorrerão por minha alma…
-Que eu não perca o AMOR POR MINHA FAMÍLIA, mesmo sabendo que ela muitas vezes me exigiria esforços incríveis para manter a sua harmonia…
-Que eu não perca a vontade de DOAR ESTE ENORME AMOR que existe em meu coração, mesmo sabendo que muitas vezes ele será submetido e até rejeitado…
-Que eu não perca a vontade de ser GRANDE, mesmo sabendo que o mundo é pequeno…
E acima de tudo !!…
-Que eu jamais esqueça que DEUS me ama infinitamente!!
-Que um pequeno grão de ALEGRIA E ESPERANÇA dentro de cada um é capaz de mudar e transformar qualquer coisa, pois…
-A VIDA É CONSTUIDA NOS SONHOS E CONCRETIZADA NO AMOR…

sábado, 21 de Fevereiro de 2009

AS ALCUNHAS COMO ELAS SÃO


















AS ALCUNHAS COMO ELAS SÃO NO ALENTEJO:

-Há uns tempos atrás fizeram questão de me mostrar uma folha, muito dobradinha, a rasgar-se já pelos vincos de tanto andar na carteira.
-Abri cuidadosamente e vi logo que era coisa antiga, mas batida à máquina.
-Com alguma insistência lá consegui recorrer à fotocopiadora mais próxima e consegui salvar da prosa numa cópia.
-Quero que conheçam a obra.
-Não sei quem é o autor.
-Investiguei, mas ninguém me conseguiu dizer quem deu à luz a pérola, porque gostava de o dizer aqui, se ele me autorizasse a publicação.
-Como desconheço, cá vai na mesma, porque vocês têm que saber o que são alcunhas a sério no Alentejo.
-As pessoas de que fala o texto existiram todas e muitas ainda estão vivas.
E eu sou uma dessa pessoas, por isso vejam só !!!!
-A história é esta, e cá vai , assim mesmo.
-Cá vai, tal como está no papel:
-Há anos atrás…
-O João Núncio, de Alcácer do Sal, tinha ao seu serviço um ferrador, em que depositava toda a confiança, para ferrar o seus cavalos, com que toureava.
-Um dia esse ferrador adoeceu e, como havia um cavalo que tinha de ser ferrado urgentemente, -O Núncio disse a um criado:
-Vais a Grândola com o cavalo e pergunta onde é a oficina do Pato, para que ele ferre este cavalo.
-criado veio a Grândola com o cavalo, descarregou-o na saibreira, à entrada da vila, e, vendo um velhote a apanhar papéis, a ele se dirigiu:
-Bom dia, amigo.
-Bom dia disse o velhote , eu sou o velho Cuco.
-Pois, amigo Cuco, é capaz de me dizer onde é a oficina do Pato, o ferrador?
-Olhe disse o Cuco , vai sempre em frente e, ali à direita, vê logo os jeitos da oficina.
-Não tem nada que enganar…
-O homem lá seguiu com o cavalo pela rédea e logo deu com a oficina. À porta estava um homem, ao qual se dirigiu:
-Bom dia.
-É o senhor Pato?
-Não; respondeu o outro , eu sou o Pinto.
-Então o senhor Pato?
-Perguntou o criado do Núncio.
-Olhe , disse o Pinto , esteve aqui o Engenheiro Pardal também a perguntar por ele e ficaram de se encontrar à do Pintassilgo, acho que por causa de uma mula lá da Escola do Cruz.
-Então, o criado do Núncio, deixou o cavalo na oficina do Pato e lá foi ao Pintassilgo perguntar pelo Pato, onde lhe disseram:
-Pois, o Pato esteve aqui com o engenheiro Pardal, mas acho que foi à do Galinha por causa de umas botas que tinha lá a arranjar…
-Perguntou onde era o Galinha e lá foi!!
-O Galinha então disse-lhe:
-Olhe o Pato esteve aqui, sim senhor, até levou umas botas que estavam arranjadas, mas disse que ia à do Gavião ver se já lhe tinham cortado umas tábuas…
-O criado depois de ficar a saber onde era o Gavião, lá foi perguntar pelo Pato:
-Não esteve aqui o Pato?
-Esteve, esteve disseram-lhe. Mas saiu há pouco com o Pombo.
-Talvez o velho Ganso, que vai ali, lhe saiba dizer para onde foram, vi-os sair daqui.
-Então, dirigiu-se ao velho Ganso, que lhe disse:
-Vi o Pato sim senhor!
-Olhe, foi além em direcção da casa do Corvo.
-É melhor perguntar lá.
-Lá foi então, à casa do Corvo, onde lhe disseram:
-Esteve aqui sim senhor!! Mas foi para cima com o Franganito.
-Olhe, vai além o Zé Rola, talvez ele tivesse visto para onde foram…
-Perguntou ao Rola:Viu o Pato?
-Vi, pois, até estive a falar com ele.Parece que ia almoçar à da Pombinha.
-Vá lá, que talvez o encontre.
-Foi então à tasca da Pombinha, onde lhe disseram:
-Esteve aqui, mas lembrou-se que tinha que ir à Câmara falar com o Gaio, para que mandasse lá a casa o Águia mais o Picanço para darem um jeito, por causa das andorinhas que lhe estragavam a casa toda.
-Então o homem desorientou-se e saiu barafustando pela rua.
-Vendo aquilo, disse-lhe uma velhota:
-Que é isso homem??
-Bolas, aqui em Grândola é só passarada??!!
- Pois olhe…disse-lhe a mulher .
-Eu sou a velha Cegonha!!!!
-Um forte aperto de ossos.

-AUTOR DESCONHECIDO:

NOVA LINGUAGEM (PORTUGUÊS ? )

A NOVA LÍNGUA PORTUGUESA
Desde que os americanos se lembraram de começar a chamar aos pretos "afro-americanos", com vista a acabar com as raças por via gramatical - isto tem sido um fartote pegado!
As criadas dos anos 70 passaram a "empregadas domésticas" e preparam-se agora para receber menção de "auxiliares de apoio doméstico" De igual modo, extinguiram-se nas escolas os "contínuos "passaram todos a "auxiliares da acção educativa".Os vendedores de medicamentos, com alguma prosápia, tratam-se por "delegados de informação médica".
E pelo mesmo processo transmudaram-se os caixeiros-viajantes em "técnicos de vendas".
O aborto eufemizou-se em "interrupção voluntária da gravidez";
Os gangs étnicos são "grupos de jovens" Os operários fizeram-se de repente "colaboradores";
As fábricas, essas, vistas de dentro são "unidades produtivas"e vistas da estranja são "centros de decisão nacionais".
O analfabetismo desapareceu da crosta portuguesa, cedendo o passo à "iliteracia" galopante.
Desapareceram dos comboios as 1.ª e 2.ª classes, para não ferir a susceptibilidade social das massas hierarquizadas, mas por imperscrutáveis necessidades de tesouraria continuam a cobrar-se preços distintos nas classes "Conforto" e "Turística".
A Ágata, rainha do pimba, cantava chorosa: «Sou mãe solteira...» ; agora, se quiser acompanhar os novos tempos, deve alterar a letra da pungente melodia: «Tenho uma família monoparental...» - eis o novo verso da cançoneta, se quiser fazer jus à modernidade impante.
Aquietadas pela televisão, já se não vêem por aí aos pinotes crianças irrequietas e «terroristas»; diz-se modernamente que têm um "comportamento disfuncional hiperactivo" Do mesmo modo, e para felicidade dos "encarregados de educação" , os brilhantes programas escolares extinguiram os alunos cábulas; tais estudantes serão, quando muito, "crianças de desenvolvimento instável". Ainda há cegos, infelizmente. Mas como a palavra fosse considerada desagradável e até aviltante, quem não vê é considerado "invisual". (O termo é gramaticalmente impróprio, como impróprio seria chamar inauditivos aos surdos - mas o "politicamente correcto" marimba-se para as regras gramaticais...)
As putas passaram a ser "senhoras de alterne".
Para compor o ramalhete e se darem ares, as gentes cultas da praça desbocam-se em "implementações", "posturas pró-activas", "políticas fracturantes" e outros barbarismos da linguagem.

E assim linguajamos o Português, vagueando perdidos entre a correcção política» e o novo-riquismo linguístico. Estamos lixados com este "novo português"; não admira que o pessoal tenha cada vez mais esgotamentos e stress. Já não se diz o que se pensa, tem de se pensar o que se diz de forma "politicamente correcta".

E na linha do modernismo linguístico, como se chama uma mulher que tenta destruir a educação em Portugal? Ministra !
Vitor Ribeiro